Trabalhar só dois dias por semana? Bill Gates diz que a IA pode tornar isso realidade — mas há um porém

Trabalhar só dois dias por semana? Bill Gates diz que a IA pode tornar isso realidade — mas há um porém

Bill Gates voltou a falar sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Durante uma participação no The Tonight Show, o cofundador da Microsoft levantou uma questão que, à primeira vista, parece um sonho: “Será que, no futuro, vamos trabalhar apenas dois ou três dias por semana?”

Essa possibilidade, segundo ele, pode se tornar realidade dentro de uma década. A ideia está ligada ao avanço da IA e à automação em massa de tarefas — algo que deve transformar radicalmente o conceito de produtividade. A Microsoft estimou recentemente que cerca de 34% das tarefas repetitivas em escritórios serão assumidas completamente pela IA em 2025 em grandes empresas.

A semana de trabalho pode acabar encurtando

Na visão de Gates, a automação total de diversos setores vai tornar desnecessário manter a carga atual de trabalho. Profissões como médicos e professores, por exemplo, podem ser substituídas por sistemas inteligentes e altamente eficientes. O tempo livre se tornaria o novo normal — e o desafio passaria a ser como usá-lo de forma produtiva ou prazerosa.

Mas nem todos os empregos seriam eliminados. Gates acredita que algumas funções continuarão existindo, especialmente aquelas que envolvem experiência humana, como esportes ou arte. Afinal, ninguém quer assistir a um jogo de beisebol jogado por robôs.

Apesar do otimismo, uma ressalva

Apesar do tom otimista, vale destacar: Gates não cravou que esse futuro vai acontecer — ele apenas jogou a pergunta no ar. Além disso, esse tipo de mudança deve ocorrer primeiro em países com economias fortes e alto grau de digitalização. Não é algo que vai se aplicar automaticamente ao mundo todo.

Outro ponto delicado: quem vai pagar as contas num mundo onde quase ninguém trabalha? Gates não entra nesse mérito, mas esse é justamente o grande desafio. O futuro do trabalho exige que se pense, desde já, em formas de redistribuir a riqueza gerada pelas máquinas.

O trabalho vai acabar ou só vai mudar?

Por fim, fica uma reflexão: será que queremos mesmo deixar de trabalhar? Ou o problema é o tipo de trabalho que fazemos hoje — mal remunerado, estressante e muitas vezes sem propósito?

Se a automação for usada para libertar as pessoas do trabalho ruim e abrir espaço para atividades mais humanas, criativas e significativas, talvez estejamos diante de uma revolução positiva. Mas, se ela apenas concentrar ainda mais renda e tirar autonomia das pessoas, o futuro pode ser bem menos promissor do que parece.

Gates vem falando bastante ultimamente sobre a inteligência artificial. O magnata classificou a IA como o avanço mais importante da era digital e que os humanos não serão necessários para a maioria das coisas em 10 anos, já que a IA poderá substituí-los.

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