Apple sofre baixa estratégica: rivais chinesas contratam engenheiros dos chips M1/M2

Apple sofre baixa estratégica: rivais chinesas contratam engenheiros dos chips M1/M2

A Apple enfrenta um desafio estratégico com a saída de engenheiros-chave responsáveis pelo desenvolvimento de seus chips da série M. Segundo informações do South China Morning Post, dois profissionais experientes deixaram a empresa recentemente para contribuir com o programa chinês de desenvolvimento de processadores avançados.

Um dos profissionais é Wang Huanyu, que trabalhou diretamente no projeto dos chips M1, M2, M3 e M4. Ele ingressou na Escola de Circuitos Integrados da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong no fim do ano passado e agora atua no desenvolvimento de semicondutores avançados em território chinês.

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O segundo engenheiro, Kong Long, estava envolvido no desenvolvimento de sistemas de radiofrequência na Apple e possivelmente contribuiu para o novo modem C1 da empresa. Com doutorado pela Universidade da Califórnia, Kong retornou à China para se juntar à Universidade Fudan em Xangai, onde atua como pesquisador e orientador de doutorado, focando em design de circuitos integrados para radiofrequência e chips de computação híbrida.

Apple

A migração desses profissionais ocorre em um momento crítico da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O governo chinês intensifica esforços para atrair talentos que possam fortalecer sua indústria de semicondutores, buscando reduzir a dependência de tecnologia estrangeira frente às restrições impostas pelos EUA.

As pressões do governo Trump sobre profissionais chineses nos Estados Unidos têm acelerado este movimento. Muitos engenheiros relatam questionamentos sobre sua lealdade aos EUA, criando um ambiente que facilita o retorno desses talentos à China.

Este êxodo de conhecimento técnico pode representar um golpe significativo para a indústria americana de semicondutores, enquanto fortalece a capacidade chinesa de produzir chips localmente. A transferência de expertise é particularmente valiosa considerando que os profissionais trabalharam nos chips M da Apple, amplamente reconhecidos por seu desempenho e eficiência energética.

Paralelamente, empresas como a SiCarrier, ligada à Huawei, avançam no desenvolvimento de equipamentos para fabricação de chips. A companhia recentemente apresentou dezenas de novas máquinas de manufatura e teste na feira Semicon China, demonstrando o progresso chinês na área.

A Apple não se pronunciou sobre a saída dos engenheiros, mas o caso ilustra o desafio enfrentado por empresas americanas para manter talentos estratégicos em meio às tensões geopolíticas.

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