A IA é imparável – e pode tornar 90% das suas habilidades irrelevantes, afirma CEO do Freepick

A IA é imparável – e pode tornar 90% das suas habilidades irrelevantes, afirma CEO do Freepick

A inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho em um ritmo acelerado. O empresário e cofundador do Freepick, Joaquim Cuenca, deu uma entrevista ao site Xataka, onde fez uma declaração impactante: “Há pessoas que passaram anos estudando para adquirir certas habilidades e, de repente, percebem que 90% dessas habilidades se tornam irrelevantes, e há muitas que acabam em um psicólogo.” Mas o que essa afirmação significa na prática?

A Revolução da IA e o Desafio das Habilidades Humanas

O avanço da IA não é mais uma promessa distante. Ferramentas como ChatGPT, DALL·E e softwares de automação já estão assumindo tarefas antes executadas exclusivamente por humanos. O problema central é que essas mudanças não afetam apenas trabalhos repetitivos ou operacionais, mas também áreas técnicas e criativas. Profissionais que passaram anos aperfeiçoando suas habilidades podem, de uma hora para outra, descobrir que seus conhecimentos perderam valor diante de uma IA que pode realizar a mesma tarefa em segundos.

Setores Mais Afetados Pela Automação

A afirmação de Cuenca reflete uma realidade que já pode ser observada em diversos segmentos:

  • Programadores júnior: Ferramentas como o GitHub Copilot e outras assistências de código estão acelerando o desenvolvimento de software, reduzindo a necessidade de profissionais para tarefas básicas.
  • Designers e editores de vídeo: IA generativa já consegue criar imagens, logos e até vídeos com um nível de qualidade que segue avançando rapidamente.
  • Redatores e jornalistas: Motores de IA são capazes de gerar textos informativos e criativos, diminuindo a demanda por produção manual de conteúdo.

O Que Fazer Diante Dessa Realidade?

Se a IA pode tornar 90% das habilidades obsoletas, como os profissionais podem se manter relevantes? Algumas estratégias podem ajudar:

  • Aposte no aprendizado contínuo: Softwares e tecnologias mudam rapidamente. Estar atualizado sobre as novas tendências e aprender a trabalhar com a IA, e não contra ela, pode ser um diferencial.
  • Desenvolva habilidades estratégicas e criativas: Enquanto a IA lida bem com tarefas repetitivas, habilidades humanas como pensamento crítico, criatividade e tomada de decisão ainda são indispensáveis.
  • Adapte-se às novas ferramentas: Em vez de temer a automação, aprender a usá-la de forma produtiva pode aumentar a eficiência do trabalho.

No ano passado, Bill Gates fez uma reflexão sobre a questão dos empregos que poderão sobreviver mesmo com a IA: biociências da saúde, energia alternativa e o próprio desenvolvimento de IA. “A capacidade de pensamento crítico, resolução de problemas complexos e inovação serão essenciais para o desenvolvimento de novas tecnologias e fontes de energia renováveis”, disse Gates.

Sob o ponto de vista do empreendedorismo, a IA pode acelerar que certas ideias saiam do papel com mais velocidade. Para aqueles que almejam empreender, Cuenca diz que “Faça algo que, se você não fizer, verá que não será feito”. O executivo também recomenda atacar problemas difíceis em vez de problemas fáceis, porque “quando você ataca algo difícil, você atrai pessoas mais inteligentes para resolver o problema e, por causa disso, o problema se torna mais fácil”.

Atualmente, o FreePick é uma das grandes suítes para o campo criativo, e integrou diversas opções relacionadas a inteligência artificial, tanto para geração de imagens, incluindo funções para treinamento de modelos personalizados, e também em vídeos.

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Enquanto a geração de imagens já é algo que impressiona, com vídeos o efeito ainda é menor, mas segue avançando em passos largos. “O vídeo está agora onde a imagem estava em 2023 “.

“Com o vídeo, você ainda precisa fazer muitos testes até conseguir o que quer e “você tem que fazer concessões, mas estamos chegando onde a imagem está hoje: o que você quer, realmente entendendo você”, acrescenta o executivo.

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